Dança Contemporânea

O corpo em movimento segundo a filosofia de Doris Humphrey e José Limón – o movimento com uma intenção.

Procura a incorporação dos seus princípios de queda e recuperação, do peso do corpo na sua relação com a gravidade, do ritmo do gesto pelo fraseamento da respiração e num jogo musical – a procura de uma voz individual num movimento comum e partilhado.

Considerando a sua trajetória como criadora, São Castro explora o potencial do corpo como veiculo de conexão e expressividade, num processo a que chama de corporização da palavra – o de conferir uma forma física a algo que é intangivel ou desprovido de moralidade.

Trazer as palavras para o corpo e atribuir-lhes movimento, tornando-se o corpo uma extensão do seu significado. Esta abordagem revela uma metodologia baseada numa tradução física da palavra, desvendando as capacidades expressivas do corpo.

Serão desenvolvidas propostas de repertório e de improvisação, de acordo com os métodos e práticas explorados nos trabalhos artísticos de Mafalda Deville.

Iniciou a sua formação em dança no Balleteatro Escola Profissional de Dança e de Teatro do Porto. E em 2002 concluiu a licenciatura em dança pela escola superior de dança, IPL. 

Foi bailarina no Balleteatro companhia, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e Ballet Gulbenkian. Trabalhou com criadores como né Barros, Ricardo Pais, Isabel Barros, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Paulo Ribeiro, Hofesh shechter / Companhia Instávél, Olga Roriz. Clara Andermatt. Marco Martins, André Mesquita, Tânia Carvalho, entre outros.

Coreografou para a Companhia de Dança do Algarve, a Escola de Dança do Conservatório Nacional, Companhia de Dança de Almada, K2 – Companhia Jovem de Dança entre 2015 e 2017 colabora como bailarina e coreógrafa com a Companhia Nacional de Bailado.

Em 2015, é distinguida com o prêmio autores. Melhor coreografia, pela sociedade portuguesa de autores, com a peça “Play False” em cocriação com António M. Cabrita e é nomeada em anos seguintes. Em 2016 é distinguida pelo instituto politécnico de Lisboa com a medalha de prata de valor e distinção.

De 2017 a 2021, são Castro foi, juntamente com António M. Cabrita, diretora artística da Companhia Paulo Ribeiro.

Desde 2019, assume a curadoria do evento “A Cidade Dança”, no seguimento de um convite da câmara municipal de São João da Madeira, No Âmbito da comemoração do dia mundial da dança. Atualmente frequenta o mestrado em criação coreográfias práticas profissionais na Escola Superior de Dança, IPL.

No seguimento do percurso de São Castro como criadora e no compromisso com uma investigação artística na área da dança, proposta deste Workshop será trabalhar a partir da palavra como ponto de partida para a construção de movimento, no que designa como corporização da palavra. 

A interpretação física das idéias através da linguagem do e no corpo.

A palavra detentora de uma forma e um significado  que se tornam visíveis através do movimento, dando-lhe intenção e revelando o potencial expressivo do corpo.

 

Coreógrafo e intérprete, cenógrafo e figurinista, investigador e professor.

Seu trabalho Coreográfico tem sido apresentado desde 1997 na Europa, América do Sul e América do Norte, Médio Oriente, África e Ásia com presença regular nos anos mais recentes na região do Sudoeste Asiático e Japão.

Coreógrafo e intérprete, cenógrafo e figurinista, investigador e professor.

Nos últimos 26 anos tem desenvolvido uma dimensão plástica da dança, revelando uma forte componente visual na construção do corpoespaço e da linguagem coreográfica. Os seus espetáculos destacam-se pelo uso enigmático, simbólico, poético e minimalista do corpo, da dança e do espaço. Investe de forma aprofundada, na relação da dança com a comunidade e na dimensão colaborativa da prática artística de diálogo e intervenção com o mundo.

Leciona desde 1998, dança contemporânea, improvisação/composição e dança inclusiva, com estudantes e profissionais de dança, pessoas com deficiencia, seniores, pessoas com parkinson e alzeihmer. 

Coordenador e professor no projeto Dança Contemporânea +55  Anos que quedirige desde 2001 em Lisboa e desde 2016 em Paris e no Porto. Coordenador artístico da Plural_Companhia de dança e professor e dança inclusiva na fundação Liga (desde 1998). Professor desde 2015 no projeto Dançar com Parkinson (Membro do Dance PD/EUA). Professor de improvisação na For Dance  Theatre/Companhia Olga Roriz (2017/2021). Docente no mestrado Criação Coreográfica e Práticas Profissionais da Escola Superior de Dance/IPL.

Nascida em Oliveira de Azeméis em 1976, vive e trabalha no Porto, formada pela London Contemporary School of the Place em 1997 e mestrado em coreografia, Comma- Master of the Arts – Pela Fontys University e Codarts University na Holanda, em 2021.

Mãe, mulher, companheira e artista com mais de 20 anos de carreira, criativa desde que se lembra, levou a tornar-se coreógrafa. As curiosidades constantes por assuntos feministas, tornaram-se numa pesquisa contínua que a levou a trabalhar com diferentes grupos comunitários, como parte do seu processo de pesquisa desde 2009.

Neste momento, as questões presentes de um modo geral nas suas pesquisas são se o seu trabalho arístico pode e consegue ser ativista. Questionando e desafiando os espaços onde os eventos de ativismo devem e podem acontecer.

Este interesse é investido através de colaborações e cocriações com diferentes artistas da dança e outras disciplinas artísticas com interesses artísticos diversos.

Destaca trabalhos coreográficos como: “I Really Need To Say Something” (2022), “can You Hear Me Now?” (2022), “A Thin Line” (2021), “#Wemov”, “#Wemove2”, “Mama”, “Unconnected”, entre outros.

Nascida no Porto em 1980, desde cedo a dança e a música fizeram parte da sua formação. Licenciada pela Escola Superior de Dança estudou pedagogia e didácticas nas metodologias de dança. e frequentemente pelo programa Erasmus a Fontys Hogenschool Dansacademie, na Holanda.

Como pedagoga, os princípios Humphrey-Limón foram sempre uma inspiração e um tema de estudo constante este enriquecimento pessoal teve muitas materializações, donde se destacam as formações com Valerie Preston-Dunlop, Rosemary Brandt, Roxane D’Orleans Juste e Nina Watt.

Bruno Alexandre nasceu em 1977 em Lisboa. Licenciado em dança pela Escola Superior de Dança e Licenciado em direito pela Universidade Autónoma de Lisboa. Mestre em Artes Cénicas pela FCSH.

Como coreógrafo criou o solo “Cinemateca” (2015) que teve a sua estréia no festival cumplicidades, “Cavalos Selvagens” (2018) estreado na culturgest e apoiado pela Dgartes, “A Caminhada” (2019) uma coprodução do LU.CA apoiada pela fundação GDA e “Danças Precárias” projecto vencedor da bolsa de criação para artistas emergentes apoiada pela fundação La Caixa/Espaço do tempo. E da Bolsa para primeiras obras apoiadas pela Casa da Dança.

Criou também para a televisão (RTP Palco) a curta-metragem “vulcão” estreada em 2022.

   Mafalda Deville é a diretora artística de opuntia dance, ZERO programme e Contemporary Dance Intensive workshops. 

Como coreografa desenvolveu peças em colaboração com o artista visual, Israel Pimenta, tal como; mata-me em série; In Between Bliss;  Unconnected; Departed; MAMA; Silence; Stray  dogs; Corpos em vão e Barro-terra molhadaonde a bota escorrega – para companhia instávél, Portugal, entre outros. Colaborou como coreógrafa com companhias e instituições como Tiago Rodrigues – Mundo Perfeito, Companhia instávél , ao Cabo Teatro Nuno Cardoso em Portugal, Lyric Opera de chicago nos Estados Unidos; JV2, Shoredith, Rad, Trinity Laban-Cat project, Royal Opera House e Sadler Wells em Londres, e Occupied Theatre em stralsund, Alemanha. Mafalda Deville foi bailarina, Rehearsal Director e diretora do projeto educacional da Companhia Jasmin Vardimon de 2002 a 2014, Mafalda formou-se na Contemporary Dance School of the Place em Londres em Performace e Coreografia em 1998. Atualmente, Mafalda é sediada no Porto, Portugal. Um dos pontos de interesse de exploração da Mafalda é trabalhar com comunidades específicas como ponto de partida para um a pesquisa e desenvolvimento. Até agora, Mafalda trabalhou com jovens mães (13 a 18 anos) e seus bebês, idosos a cima de 60 anos, a comunidade romana em Londres, mulheres vítimas de tráfico sexual em Koolkata, Índia, Mulheres e homens com idades entre 20 e 40 anos em Vila Real, em Portugal.

Lea Siebrecht, jovem interprete e criadora na área da dança contemporânea é natural de Vila Viçosa e reside no Porto desdde 2012. Fez alguns cursos na área da dança no Conservatório de Música da Jobra (2014/2017).